Análise pós jogo da final da Copa do Brasil

Aqui trazemos uma análise sobre o jogo Vasco x Corinthians — 21/12/25, Maracanã, 18h

ANÁLISE TÁTICA

Vinícius Fernandes

12/22/20253 min read

Final da Copa do Brasil

Vasco x Corinthians — 21/12/25, Maracanã, 18h

Neste domingo, tivemos a tão esperada final da Copa do Brasil, o torneio com a maior premiação do futebol brasileiro. Vasco da Gama e Corinthians disputavam um título muito sonhado por suas torcidas.

Após um primeiro jogo sem gols em São Paulo, no Maracanã o cenário foi diferente.

A partida foi aberta, com muita disputa no meio-campo e chances para ambos os lados. Superado o nervosismo típico de uma final e com o estudo do adversário em andamento, as oportunidades começaram a surgir. O primeiro chute a gol aconteceu aos 14 minutos do primeiro tempo, a favor do Corinthians.

Construção com três jogadores

Ambos os treinadores optaram por iniciar a construção das jogadas com três jogadores, buscando maior amplitude no meio-campo e superioridade numérica na faixa central. Curiosamente, as duas equipes utilizaram um volante recuando entre os zagueiros, permitindo que os laterais avançassem e ampliassem as opções ofensivas.

Ranieri, pelo Corinthians, e Barros, pelo Vasco, exerceram essa função com eficiência, auxiliando os defensores na saída de bola e garantindo qualidade na construção desde trás.

O fator de desequilíbrio

Talvez nem todos tenham percebido, mas o grande diferencial da final foi a formação montada pelo técnico do Corinthians. A equipe criou constantes triângulos dentro da própria estrutura, transformando o meio-campo em um território de domínio corintiano.

Os dois gols que garantiram o título ao Timão nasceram dessa organização tática: sempre com mais de um jogador ocupando as regiões do campo onde o Corinthians havia sofrido no primeiro jogo, na Neo Química Arena. Foi uma adaptação clara e eficiente.

Com seus principais jogadores mais atentos e conectados, o Corinthians soube aproveitar as oportunidades e foi cirúrgico quando precisou. O segundo gol ilustra bem isso, fruto de uma construção coletiva bem executada.

Título merecido

Após 180 minutos de disputa, o Corinthians se mostrou superior, especialmente pela atenção aos detalhes e pela eficiência nas decisões ao longo da final. Poderíamos apontar Memphis como o herói pelo gol decisivo, ou Yuri Alberto pela assistência e participação direta, mas o grande destaque foi o coletivo.

Dorival Júnior conseguiu organizar sua equipe de forma sólida e aplicar um nó tático em Fernando Diniz em 90 minutos que valeram um título tão esperado.

--------------------------------------------------------------------------------------------------------A análise deste jogo foi feita sob a ótica do analista de desempenho e mercado Vinícius Fernandes.

Cidade: Monte Mor - São Paulo.

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