Análise pós jogo da final da Supercopa Rei
Análise tática do jogo entre Flamengo x Corinthians válido pela final da Supercopa do Brasil
ANÁLISE TÁTICA
Scout fora da caixa
2/2/20264 min read
O Corinthians sagrou-se bicampeão da Supercopa Rei ao vencer o Flamengo por 2 a 0 no Mané Garrincha, em Brasília.
O campo mostrou uma superioridade do time paulista num jogo definido na estratégia e principalmente na eficácia do jogo sem bola.
O Flamengo de Felipe Luís foi a campo com a formação inicial no 4-2-3-1 e o Corinthians de Dorival Jr. foi com a formação inicial no 4-1-3-2.
O time carioca, com o melhor elenco do continente sempre apresenta uma proposta de jogo cristalina: Ser propositivo, controlar o jogo, subir as linhas, sufocar o adversário e através do jogo associativo pelo corredor central ou pelos corredores laterais machucar o oponente o mais rápido possível.
Os paulistas, mesmo tendo um ótimo time, mas reconhecendo suas limitações, optaram pelo jogo defensivo especulativo: Muito empenho tático para fechar os espaços, bloquear corridas e realizar interceptações. Mesclando bloco baixo, médio e esporadicamente o bloco alto. Com a bola, ser rápido e objetivo.
Saída de bola com 3; Pressão alta do Corinthians
Dessa forma resultou que o Flamengo terminou a partida com 58% de posse de bola contra 42% do Corinthians. Mais os números subjacentes mostram um Corinthians muito mais letal, intenso e organizado para o contexto da partida.
O Flamengo fazia sua saída com 3 jogadores, mantendo os dois zagueiros e baixando o Jorginho ou o Pulgar. Arrascaeta com liberdade para transitar pelo corredor central, trabalhar entre linhas e dialogar com o Pedro na referência, com o Plata aberto pela direita ou com o Carrascal que atuou como ponta construtor pelo lado esquerdo. Com os laterais pouco inspirados e os meias sucumbindo às boas atuações e aplicação tática dos meio campistas corintianos, a estratégia dos paulistas se sobressaiu e mesmo sem bola controlou o jogo.
Saída de bola com 3; Linha de 4 defensores do Flamengo
O primeiro Gol (25' 1T): Nasceu de uma jogada ensaiada de bola parada(escanteio). A cobrança feita para trás teve a clara intenção de desajustar o bom posicionamento de bola parada do time do Flamengo. Matheuzinho lançou o Gustavo Henrique na tentativa de explorar sua estatura e seu excelente jogo aéreo. Ele ganhou a disputa aérea com o Varela e serviu o estreante Gabriel Paulista, que estava no meio da área sem a devida cobertura e empurrou para as redes.
Após o gol o Corinthians se sentiu ainda mais confortável para continuar executando sua estratégia de jogo. Sem bola, com linha de 4, ou com linha de 5 na defesa com o Raniele baixando ou saltando a linha para dar o combate e proteger a região do funil da área.
O Corinthians transitando da linha de 4 defensores para a linha de 5 defensores
Com bola, explorava a qualidade do Bidon, a classe do Memphis e o fôlego e a velocidade do Yuri Alberto. Assim, aos 37’ após uma arrancada fantástica do Bidon, a jovem estrela corintiana deixou o Holandes na cara do gol para uma excelente defesa do goleiro Rossi.
Chance perdida por Memphis após ótimo contra ataque
A Expulsão de Carrascal: No último lance da primeira etapa, Jorge Carrascal atingiu Breno Bidon com uma cotovelada. O juiz Rafael Klein encerrou o tempo e os times foram para o vestiário. O VAR chamou o árbitro antes do reinício. Klein voltou ao campo, chamou os capitães e aplicou o vermelho diretamente a Carrascal antes de a bola rolar para o 2º tempo. O Flamengo perdeu um dos principais jogadores do setor ofensivo e Filipe Luís se viu obrigado a sacrificar a estrutura do time.
Flamengo com um jogador a menos
Se no 11x11 já estava complicado para o Flamengo, com -1 a situação não mudou. O time estava encaixotado pela marcação firme da equipe paulista que vencia os duelos ou parava as jogadas com falta. E foi assim que os cariocas arrumaram uma forma de “incomodar” a bola parada.
Tentativas de chegar ao empate através da bola parada
Logo no inicio Pulgar acertou o travessão de Hugo, pouco tempo depois, Memphis estufou as redes após rebote de Rossi num ataque bem objetivo, mas foi marcado um impedimento polêmico no passe do Bidu para Yuri Alberto.
Lucas Paquetá: Reforço mais caro da história das américas gera uma enorme expectativa. Depois de algumas temporadas na europa, teve uma reestreia discreta. Entrou no lugar de Pedro para dar criatividade pelo corredor central, mas a desvantagem numérica de sua equipe pesou contra. Teve uma chance clara no fim, mas finalizou por cima.
Paquetá perdendo chance clara
O jogo estava nos instantes finais e devido as circunstâncias o caos estava estabelecido na partida. O Flamengo tentava desesperadamente colocar a bola próximo a área corintiana e o time paulista afastava de qualquer maneira devolvendo a bola. Depois de alguns segundos de maus tratos com a bola, Kaio César deu um belo toque de calcanhar e encontrou Yuri Alberto com o campo aberto pela frente para fazer um gol antológico.
Gol de placa do centro avante corintiano
O Bandeirinha entrou em cena para estragar o clímax, mas ainda bem que estamos na era do VAR.
Gol confirmado, título merecidíssimo do Corinthians após um show de estratégia e aplicação tática.


















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