Análise pós jogo do BaVi
Análise tática do jogo entre Vitória x Bahia. Válido pela 24ª rodada do campeonato Brasileiro
ANÁLISE TÁTICA
Scout fora da caixa
8/24/20262 min read
O clássico da Boa Terra realizado no Barradão foi marcado por forte intensidade física, movimentações táticas e alterações incisivas na etapa final. O triunfo do Tricilor de aço por 2 a 0 sobre o Leão da barra teve explicações claras nas dinâmicas de corredor, nas reações estratégicas e na leitura de jogo dos seus comandantes.
O Bahia estruturou sua base tática em um 4-3-3 e concentrou suas principais ações ofensivas na exploração do corredor esquerdo. O lateral-esquerdo Luciano Juba teve liberdade e suporte constante para avançar, levando o Bahia para o campo ofensivo por aquele setor. Com Erick Pulga flutuando incomodando e confundindo a defesa rubro-negra. O lateral- esquerdo e o ponta contavam ainda com o apoio móvel pelo meio (com Rodrigo Nestor e posteriormente Jean Lucas), o Esquadrão gerou desequilíbrios na linha defensiva adversária por ali.
Na segunda etapa, com o desgaste físico e as alterações do Vitória, o Bahia passou a ocupar mais espaço no entrelinhas articular jogadas pelo meio e tentar passes em profundidade. No entanto o que permitiu ao centroavante Alejo Véliz receber em condições favoráveis para abrir o placar ainda foi a força do Bahia pelo flanco esquerdo. Em vantagem, o time visitante teve oportunidades de puxar contra-ataques letais pelo meio e pela direita que culminaram no segundo gol de Jean Lucas.
O Vitória adotou o desenho inicial em 4-2-3-1, apostando na força do seu mando de campo, nas descidas em velocidade pelos lados do campo e nas bolas longas para explorar a velocidade do atacante Renê.
Numa tentativa de pressão inicial o Leão tentou cruzamentos, chutes de média e longa distância, mas sem êxito, viram o adversário começar a controlar a partida ainda no primeiro tempo. Buscaram sufocar a saída de bola do rival, usar faltas táticas e intensidade física para travar o meio-campo, mas um problema latente no lado direito da defesa não foi corrigido. Brítez (zagueiro de origem) sofreu pelo corredor direito.
Após sofrer o primeiro gol aos 21 minutos da etapa final, o Vitória tentou reagir de maneira desorganizada. Lançou-se ao campo de ataque, esbarraram na solidez defensiva da zaga adversária e permitiram oportunidades ao tricilor por todas as zonas do campo. Este cenário facilitou o segundo gol do Bahia nos acréscimos para sacramentar o triunfo tricolor.





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