Análise pós jogo do duelo entre Chape x Coxa

Análise tática do jogo entre Chapecoense x Coritiba válido pela 3ª rodada do campeonato brasileiro

ANÁLISE TÁTICA

Scout fora da caixa

2/13/20262 min read

Chapecoense e Coritiba fizeram um jogo sem muito brilho técnico e sem tantas variações táticas, porém, sobrou disposição e dedicação. Os times de Dal Pozzo e Seabra se ''espelharam'' em alguns aspectos táticos

Enquanto a Chapecoense buscava a bola na área principalmente pelo lado esquerdo com o atacante insinuante Marcinho, com o lateral paraguaio Walter Clar, o Coritiba insistia pelo lado direito do seu ataque explorando os espaços deixados por ali, para realizar triangulações entre Tinga, Josué e Ronier.

Pelo corredor central faltava qualidade técnica para explorar o jogo entrelinhas e sobravam duelos físicos, duelos aéreos e erros de passe.

O jogo começa e termina com essa mesma dinâmica, a alternância relevante foi a Chapecoense conseguir também usar o corredor direito para suas investidas.

O Coritiba inicia a partida levando perigo ao gol do goleiro Leo Vieira com uma subida do lateral direito Tinga encontrando o lateral esquerdo Bruno Melo do lado oposto.

A Chapecoense conseguia subir as linhas e dificultar a transição do Coritiba.

Os times se alternaram no controle do jogo, hora em bloco alto, hora marcando em bloco médio.

O primeiro gol surge após uma pressão em bloco alto do Coritiba que levou o jogador da Chapecoense a errar um passe na saída do terço defensivo. Lucas Ronier mostrou muita habilidade, passou por dois defensores e encontrou Breno Lopes para abrir o placar.

Pouco tempo depois, a Chapecoense conseguiu empatar a partida numa das poucas subidas pelo lado direito. Numa bola aérea, Morisco saiu muito mal do gol, nem sequer tentou cortar o cruzamento e deixou a baliza completamente livre para Walter Clar empatar a partida.

Os times foram para o intervalo, mas voltaram executando o mesmo mostrando na primeira etapa. A diferença foi a Chapecoense que passou a fazer a inversão de bola para utilizar os dois lados do ataque.

O Coritiba conseguia transições ofensivas rápidas e levava perigo. Ao conseguir um escanteio, voltaram a ficar na liderança do placar após uma rebatida incorreta da defesa da Chape. Breno Lopes anotou mais um

Pouco tempo depois, atacando a “zona do passe para trás” em profundidade, Ronier encontrou Pedro Rocha livre no meio da área para ampliar.

A vitória do Coxa Branca parecia encaminhada, mas a Chape não desistiu, se lançou ao ataque e continuou apostando na bola aérea.

A defesa do Coxa passou a sofrer com os cruzamentos e numa cobrança de escanteio onde a bola buscou o meio da área longe da ação do goleiro, Eduardo Doma diminuiu.

A temática da partida permanecia idêntica e quando parecia não haver mais qualidade técnica ou tática em campo, surgiu o gol de empate da Chape justamente pelo corredor central. Os zagueiros do Coritiba não se entenderam, não cortaram o passe rasteiro e a bola sobrou para o jovem Rubens Tadeu finalizar com qualidade da entrada da área.

Após o empate, a Chape ainda tentou a virada com a insistência nos cruzamentos na área, mas sem sucesso.

Fim de jogo na Arena Condá num jogo repleto de padrões similares.

Abaixo estão os vídeos que evidenciam alguns padrões detectados durante a partida.