Análise pós jogo do duelo entre Espanha x Argentina
Análise tática do jogo entre Espanha x Argentina. Válido pela final da Copa do Mundo de 2026
ANÁLISE TÁTICA
Yasser de Souza Pereira
7/20/20262 min read
VENCEU A EQUIPE QUE PRATICOU O VERDADEIRO FUTEBOL – UMA ANÁLISE SOBRE A FINAL DA COPA DO MUNDO
ESCALAÇÃO INICIAL (IMAGEM: SOFASCORE)
A Espanha se sagrou bicampeã mundial, após vencer a Argentina por 1 a 0, com um gol do atacante Fernán Torres, já no segundo tempo da prorrogação.
Seria exagero dizer que foi a final de um time só? Se pegar pelos números da partida, com certeza não. De acordo com os números da Sofascore, na partida, a Espanha teve 65% de posse de bola, com 20 chutes, com 4 grandes chances, alcançando um xG (gols esperados) de 1.94, obrigando o goleiro Dibu Martínez a fazer 11 defesas. Em contrapartida, a Argentina chutou somente 2 vezes, com um xG baixíssimo de 0.17, sendo que esses chutes foram no segundo tempo da prorrogação.
Claramente, uma discrepância em quantitativa, mas que com toda certeza se estende ao qualitativo da partida, principalmente se tratando de uma final de Copa do Mundo.
Venceu a Copa (e a final) a equipe que buscou prezar pelo jogo coletivo e com um modelo de jogo bem definido e executado, independente do seu adversário.
A melhor defesa da história da Copa (sofrendo somente 1 gol), não foi de uma equipe reativa, que defende com uma linha de 5, em bloco baixo, mas de um time que gosta de ter a bola, deixando o perigo longe de sua meta; controlando bem a partida. Sem a bola, quando não pressiona forte o portador, busca-se organizar defensivamente de maneira maestral. Quando as linhas são superadas, o goleiro Unai Simón se torna peça fundamental para se antecipar e interceptar a jogada, como aconteceu nesta final, ainda no primeiro tempo.
Sobre a organização ofensiva, a equipe tem total controle de suas ações, com inteligentes ocupações de espaços e rotatividade. Constrói em ataques posicionais, mas como o seu repertório é vasto, constrói de maneira mais vertical, com passes em profundidade, movimentos de ruptura, e ataque de espaços, seja nos intervalos ou às costas da defesa adversária.
A Argentina até tentou segurar, mas conforme o tempo foi passando, ficava evidente que a qualquer instante o gol da Espanha poderia sair, e pelo volume de jogo e altíssimo números de finalizações, até demorou a sair.
Portanto, venceu a Copa do Mundo de 2026, a melhor seleção, de fato.
PARABÉNS ESPANHA!
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A análise deste jogo foi feita sob a ótica do analista de desempenho e mercado Yasser de Souza Pereira
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