Análise pós jogo do duelo entre o Toro Loko e o Galo Doido
Análise tática do jogo entre Red Bull Bragantino x Atlético Mineiro válido pela 2ª rodada do campeonato brasileiro
ANÁLISE TÁTICA
Yasser de Souza Pereira
2/6/20262 min read
Derrota do Atlético escancara velhos problemas
O Atlético perdeu para a equipe do Bragantino, em uma partida válida pela 2ª rodada do brasileirão 2026. E nesta derrota, ficou ainda mais em evidência grandes problemas que a equipe vem enfrentando nos últimos tempo. Então, vamos lá...
O Atlético iniciou a partida com Everson, Preciado, Ruan, Alonso, Renan Lodi; Maycon, Alan Franco, Victor Hugo, Bernard, Dudu; Hulk. Em tese, um 4-2-3-1, mas que, principalmente quando a equipe estava com a bola, víamos Alan Franco baixando para a 1ª linha, como um zagueiro pela direita, com Preciado mais espetado, atuando como um ponta direita, tendo Dudu como ponta esquerda e Renan Lodi vindo por dentro, como se é de costume. Entretanto, a equipe do Bragantino, que nesta temporada sofreu apenas 1 gol, mostrou-se mais uma vez eficiente na marcação. E durante o primeiro, com uma marcação mais alta, o Bragantino obrigou o Atlético a mudar a postura, onde a equipe mineira explorou atacar mais em profundidade, optando por jogadas diretas, buscando sempre as costas da defesa, com Preciado, Hulk e Dudu, mas sem muito sucesso. Por outro lado, a equipe paulista, trabalhou bem a bola, encontrou espaços na defesa do Atlético.
O Atlético, com dificuldade de trabalhar essa bola, muito por conta da falta de um jogador que trabalhasse essa saída desde a primeira fase de construção, na saída de bola, dando mais qualidade, fazendo com o que o jogo circulasse mais; por vez, percebe-se um problema crônico – de tempos – do time mineiro: a falta do primeiro volante, tão pedido pela torcida. De fato, esse jogador que é de contenção, mas também de criação, que faz a bola circular, que dinamiza todo o jogo. E por falar em contenção, a falta que este jogador também faz quando o time está sem a bola, justamente para proteger a defesa e vencer os duelos, seja por chão ou aéreo. E justamente o gol do adversário sai de um duelo perdido no alto, na entrada da área. Preciado perde a disputa e por fim, Gustavo Neves finaliza, na entrada da área, livre, sem marcação, justamente onde deveria estar este primeiro volante.
No segundo tempo, com as entradas de Igor Gomes e Cuello, o time do Atlético mudou a postura, buscando ter mais a bola, com passes mais curtos, mas sempre buscando Cuello em diagonal, livre, aberto pelo lado esquerdo e gerando perigo para a defesa adversária. Isso se deu justamente pelo fato do Igor Gomes gerar esta qualidade na saída de bola, atuando como volante, ao lado do Maycon – e isso explica muito o fato de Sampaoli gostar muito do jogador. Diferente do primeiro tempo, na segunda etapa o Atlético teve mais posse de bola.
Um outro problema crônico do Atlético é justamente o fator ofensivo, de finalização. A equipe até ocupa bem o último terço do campo, circula a bola, sempre buscando um homem livre, seja para atacar os espaços e penetrar na área, ou então buscando um cruzamento, mas a falta de um jogador finalizador faz com que a jogada não gere bons frutos. A esperança da torcida está nas mãos do Cassierra, colombiano contratado recentemente junto ao Zenit da Rússia.
Pois bem galera, aqui um pequeno resumo, de fácil compreensão, para vocês entenderem como o Atlético se comportou e o que ainda falta para o time do técnico Jorge Sampaoli.
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A análise deste jogo foi feita sob a ótica do analista de desempenho e mercado Yasser de Souza Pereira.
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